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Quem “dita a dura”: Dilma ou Serra?

outubro 19, 2010

Considero estas eleições um evento histórico, principalmente, por serem as primeiras após a revogação da Lei da Imprensa. Enfim, seria o fim da baboseira da neutralidade política na mídia, haveria maior liberdade para publicar informações de interesse público classificadas como “sigilosas” pelo governo e os partidos políticos e, quem sabe, tavez surgisse um jornalismo investigativo verdadeiro para o substituir “dedurismo” (que quase sempre atende a interesses tão corruptos quanto o alvo das denúncias). Mas, é vergonhosa a cobertura jornalística que estamos assistindo! Não acho que isso seja pelo fato dos principais veículos da mídia serem tendenciosos e apoiarem o Serra. O problema é que não fazem isso abertamente! Não há mais uma lei que os proíba de assumir as suas preferências! Esse negócio da imprensa ter que ser neutra para prestar um bom serviço ao público é balela! Nem sistema lógico é neutro! Transparência é o princípio primeiro do jornalismo e não esta pseudo-neutralidade dos manuais de cursos universitários.

Pior do que o comportamento da imprensa é o do candidato do “bem”, José Serra. Após a sua entrevista no Roda Viva, o jornalista Heródoto Barbeiro da CBN caiu, depois foi a vez da Maria Rita Kehl que contribuia para a Folha de SP, o cara até deu “piti” durante uma entrevista com a Márcia Peltier.

Ignorando a má repercussão desses episódios, o PSDB entrou ontem com um pedido de suspensão do Jornal da Cut e da Revista do Brasil por fazerem propaganda eleitoral negativa. Pasmem! Os tucanos pediram para o processo correr em segredo de justiça! O juiz encarregado comentou que “em regra, os processos judiciais correm publicamente, salvo raras exceções, como nas ações de impugnação de mandato eletivo, o que não é o caso”.

Não dá para engulir! O Serra “do bem” acusa o governo Lula de autoritarismo e afirma que Dilma vai perpetuar a ditadura do PT. “Nunca na estória deste país”, a imprensa obteve conquistas tão importantes: o fim da exigência do diploma de jornalista e o fim da Lei da Imprensa. Até agora, a censura tucana é que representa um real risco de autoritarismo. Não há democracia sem uma imprensa forte!

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