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A despedida de Serra: são as águas de outubro fechando a eleição…

novembro 2, 2010

Galera, acordei ontem com uma sensação de alívio e sorridente (nem preciso contar o motivo ou os motivos!). Daí, fiz um cafezinho e fui ler as notícias. Queria comemorar novamente a vitória da Dilma. Estava crente que a cobertura sobre as comemorações da sua vitória pelo Brasil e pelo mundo tomariam conta do noticiário.

Ah, como eu sou bobinha! Aos poucos, percebi que o resultado dessa eleição histórica não surtiu o devido efeito na mídia. Acho que a minha ingenuidade se deve em grande parte ao crescente entusiasmo e esperança que Dilma plantou em nossos corações. Fora isso, confesso que fiquei empolgada com o “Bolinhagate”. Não pelo fato em si porque não passou de mais um “mico”do Serra, especialista nesta arte. O interessante é que parecia que enfim a imprensa tinha começado a dar sinais de recuperação depois de meses fazendo um servicinho de…. tucano, digamos! Infelizmente, depois de uma vitória expressiva, Dilma continua sendo alvo de jornalistas enfurecidos que insistem em interpretar o resultado das urnas de um modo pra lá de tendencioso com um ar de distanciamento profissional. Essa pseudo neutralidade é que mata! Acho que os caras têm todo o direito de dizer o que querem desde que deixem claro o que ou quem está por trás do seu ponto de vista. É impressionante como não estamos acostumados com a liberdade. Tá certo que isso é algo que foi conquistado recentemente, mas gostaria de ver mais empenho no exercício desse direito por parte da imprensa e das pessoas públicas. Fico surpresa com o comportamento de alguns artistas de peso bem como o de “celebridades”. Os caras saem correndo ou desconversam quando um repórter pergunta quem é o candidato deles! O que é isso? Medo de represália!?! Talvez isso faça sentido no caso dos “globais”, mas é triste ver caras como Roberto Carlos e Edu Lobo agindo dessa forma.

Mas, voltando ao noticiário de ontem, tudo indica que a imprensa continua servindo ao terrorismo tucano. Será que a imprensa comprou a nova campanha de Serra (ou melhor foi comprada) ?! “E para os que nos imaginam derrotados, eu quero dizer nós apenas estamos começando uma luta de verdade, estamos no começo do começo dessa luta. Nós vamos dar a nossa contribuição ao nosso País, como partidos, como indivíduos, como parlamentares, como governadores. Essa será a nossa luta dos próximos anos”. O que ele chama de luta de verdade? Todas as manobras tucanas no decorrer da campanham eram só um ensaio, uma brincadeira? Parece que nessa “luta” a imprensa foi a primeira a pegar nas armas. Diversas manchetes apresentam um mapa das eleições destacando o papel de cada região do país na distribuição dos votos. Tudo isso para alegar que a vitória de Dilma se deve aos votos da região Norte e Nordeste. A imprensa manipula mal os números para defender a visão tucana elitista que divide o país entre pobres e ricos. Também, o que poderíamos esperar de um partido que coloca o seu candidato para se apresentar em uma favela cenográfica no programa do horário eleitoral?

Dilma ganharia mesmo sem contar com os votos dessas regiões “atrasadas”, pois teve 58% dos votos de Minas Gerais, mais de 60% dos votos do Rio de Janeiro, quase 50% dos votos no Rio Grande do Sul e quase 46% dos votos em São Paulo. Bom, pensando bem não há nada de novo nisso. Lula também foi “acusado” de ter ganho as duas eleições graças aos votos de gente pobre e ignorante. Gostaria de saber como a elite tucana explicaria a expressiva vitória do Tiririca em São Paulo, o estado mais rico da federação. Talvez seja o caso do PSDB se conformar que pobre também vota e é exigente.
Apesar do Serra ter declarado que “Isso não é um adeus, é um até logo”, eu duvido que o PSDB vai cometer novamente um suicídio político e indicá-lo para concorrer à presidência em 2015. Por isso, gostaria de homenagear o Serra “do bem” na sua despedida do cenário presidencial, apesar dele ainda não ter se dado conta disso.

Não estou sendo nem um pouco original. O Drummond de Andrade já previu este momento difícil na carreira do Serra e escreveu “E agora, José?”. Eu resolvi homenagear o tucano cabeça de papel parodiando um trechinho da bela canção do Tom Jobim:

É cara de pau, é Serra, é o fim do caminho
É, levou um toco, é muito sozinho
É Paulo, Preto, é uma bolinha, é o metrô
É PSDB, é Dem, é muito caô

É uma cobra, é um cara de pau, é Índio, é José
É, esses caras “levaram um pé” para deixar de ser mané

São águas de outubro fechando a eleição
É a promessa da Dilma à frente da Nação.

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